Início O Arquivo Capítulo XI
Exclusivo Palácio · Séc. XIX Ref. THA-011

Palácio da
Pena Nova

Eugária, Sintra, Portugal

Valor de custódia

7.500.000 €

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4.600Área total
22div.Divisões principais
11suítesQuartos
28.000Parque total
1855Ano de construção
"O Palácio da Pena Nova é, sem margem para dúvida, a propriedade mais ambiciosa e de maior impacto visual do Heritage Archive. Construído quando o Palácio da Pena era a nova maravilha da Serra e toda a aristocracia portuguesa queria a sua versão privada do ecletismo romântico, a Pena Nova supera muitos dos seus contemporâneos pelo rigor da execução e pela escala do parque. O salão de baile com as suas colunas coríntias e o fresco do tecto representando o Parnaso é uma obra de arte autónoma. Tratar esta propriedade é um privilégio e uma responsabilidade." — Eduardo M. Fonseca, Curador-Chefe

Erguido entre 1852 e 1855 pelo Duque de Eugária, Dom Luís de Noronha-Castro, sob projecto do arquitecto alemão Ludwig Voigt, o Palácio da Pena Nova é a mais completa expressão do ecletismo romântico na arquitectura residencial privada da Serra de Sintra. A sua massa construída de 4.600 m² distribui-se por dois corpos principais ligados por uma galeria coberta, encimados por quatro torres de perfil diferenciado — duas quadradas e duas redondas com ameias — criando uma silhueta de fantasia que rivaliza com os palácios reais da Serra.

O interior é de uma riqueza programática sem paralelo na arquitectura civil privada portuguesa do período: o salão de baile, com 380 m² e colunas coríntias em mármore de Estremoz rosa, tem o tecto inteiramente coberto por um fresco de 1857 representando o Parnaso, obra do pintor italiano Giambattista Morelli especialmente contratado para Sintra. A galeria de retratos, com 42 metros de extensão, conserva os seus painéis originais de madeira de cedro e as 28 telas de retratos de família encomendadas ao longo de três gerações.

O parque romântico de 28.000 m², desenhado pelo paisagista William Tait em 1856, inclui um lago artificial com ilha e ruína falsa, uma gruta artificial em pedra e cimento, um coreto em ferro fundido e um extenso arvoredo de espécies exóticas — camélias, araucárias, sequóias, cedros do Atlas e magnólias — em estado de conservação notável.

As dependências incluem palacete de hóspedes independente (8 quartos), casa do guarda, garagens e antigas cocheiras com capacidade para quinze carruagens, hoje reconvertíveis em espaço de evento ou residência secundária.

Interior

  • Salão de baile com fresco do Parnaso (380 m²)
  • 11 suítes com casa de banho privativa
  • Galeria de retratos (42 metros lineares)
  • Sala de música com órgão de tubos original
  • Sala de bilhar com lambril de mogno
  • Biblioteca com 4.000 volumes históricos
  • Fumoir e sala de caça
  • Capelas privativas (duas, em corpos distintos)

Exterior

  • Parque romântico de 28.000 m² (W. Tait, 1856)
  • Lago artificial com ilha e ruína falsa
  • Gruta artificial em pedra e cimento
  • Coreto em ferro fundido original
  • Palacete de hóspedes independente (8 quartos)
  • Antigas cocheiras reconvertíveis (480 m²)
  • Três fontes monumentais em granito

Classificação

  • Imóvel de Interesse Público
  • Inventário IGESPAR 2002
  • Zona Especial de Protecção
  • Estudo histórico (320 páginas) disponível

Infraestrutura

  • Electricidade trifásica + dois grupos geradores
  • Sistema de rega automático do parque
  • Aquecimento central (2012)
  • Sistema de segurança de nível museológico
  • Câmeras CCTV em todos os perímetros
  1. 1852

    Início da construção

    O Duque de Eugária, fascinado pelo Palácio da Pena de D. Fernando II, contrata o arquitecto alemão Ludwig Voigt para criar a sua versão privada do ecletismo romântico em Sintra.

  2. 1856

    Parque e fresco do Parnaso

    Conclusão do parque pelo paisagista William Tait e execução do fresco do salão de baile pelo pintor Giambattista Morelli — o programa decorativo mais dispendioso da história do palácio.

  3. 1891

    Palacete de hóspedes

    Construção do palacete de hóspedes independente para receber as visitas da família real e da aristocracia europeia que frequentava Sintra nos meses de Verão.

  4. 1948

    Aquisição pelo Banco Lusitano

    Adquirido pelo Banco Lusitano como residência de representação após extinção da linha ducal, utilizando-o para recepções de embaixadores e dignitários estrangeiros.

  5. 2012

    Intervenção de conservação

    Restauro integral dos frescos do salão de baile, consolidação das torres, modernização do aquecimento e instalação de sistema de segurança de nível museológico.

  6. 2024

    Entrada no Arquivo

    Mandato exclusivo entregue ao Heritage Archive após decisão do banco comprador de alienar activos imobiliários não estratégicos.

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